Sustentar a operação analítica de logística sem virar gargalo
+200demandas entregues
Alocados pela TCIA numa operação de logística e supply chain, assumimos o que normalmente ninguém quer: a rotina. Não o projeto novo e vistoso — as extrações, os fechamentos e os painéis que precisam sair todo dia, toda semana e todo mês, sem falhar, porque decisão de estoque e de frete depende deles.
O problema
Operação analítica madura não morre de falta de ideia. Morre de volume de rotina. Quando o time de dados vira refém do que precisa rodar diariamente, não sobra ninguém para melhorar nada — e cada pedido novo entra numa fila que só cresce.
Era esse o cenário: dezenas de rotinas recorrentes distribuídas entre analistas, com cadências diferentes, dependências entre si e ordem de execução que importa. Somam-se a isso as extrações pesadas, que competem por máquina e derrubam a performance do ambiente quando disparam ao mesmo tempo.
O que fizemos
Entramos como parte do time, não como fornecedor externo com agenda própria.
- Mapeamos a rotina inteira antes de mexer em qualquer coisa — o que roda, em que cadência, quem depende de quê e qual a ordem correta de execução. Sem esse mapa, otimizar uma peça quebra outra
- Assumimos a operação recorrente: extrações de ERP e de data lake, consolidações, fechamentos de início e de fim de mês, e os painéis que a liderança usa para decidir
- Tratamos concorrência de recursos como problema de engenharia, não de esforço. Ordem de execução e janela de disparo definidas para as cargas pesadas não competirem entre si
- Documentamos, para que a rotina não dependa de quem a executa hoje
O resultado
Mais de 200 demandas entregues. A operação recorrente segue de pé — e o mapa levantado mostrou, sozinho, mais de setenta rotinas ativas, número que a própria operação não tinha consolidado em nenhum lugar.
O ganho real não é o volume. É que rotina documentada e com ordem de execução definida deixa de ser conhecimento na cabeça de uma pessoa. Quando alguém sai de férias, a operação continua.
